Academia Pernambucana de Ciências

 

             A ideia da fundação da Academia Pernambucana de Ciências – APC - nasceu, basicamente, do programa "O GRANDE JURI", que criei, produzi e apresentei, na TV Universitária Canal 11, da Universidade Federal de Pernambuco, no período de 1968 a 1984 e reunia semanalmente os expoentes da intelectualidade pernambucana, debatendo as questões mais polêmicas no campo da ciência, da tecnologia, da filosofia e religião.

            O êxito do programa, que alcançou todas as classes sociais, me motivou a fundar uma instituição científica que, como seu sucedâneo, tivesse uma amplitude maior e congregasse permanentemente personalidades de destaque nas mais diversas áreas do conhecimento científico. Levei, então, a proposta aos mais assíduos participantes de “O Grande Júri” e a outras pessoas de prestígio científico e cultural, muitas das quais a ela aderiram. Assim, no dia 7 de janeiro de 1978, às 16 horas, na sede do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas – IPPP -, na Rua da Concórdia, 372, salas 46/47, bairro de São José, foi fundada a Academia Pernambucana de Ciências, constituída de trinta e quatro (34) sócios: Valter da Rosa Borges, Nélson Chaves, Aluízio Bezerra Coutinho, Oswaldo Gonçalves Lima, João de Vasconcelos Sobrinho, Orlando Parahym, Berguedoff Elliot, Amaro Quintas, Pe. Nércio Rodrigues, Áureo Bispo Santos, Ivo Cyro Caruso, Reynaldo Rosa Borges de Oliveira, Roberto Oliveira de Aguiar, Geraldo Mariz, Luiz Pinto Ferreira, José Xavier Pessoa de Moraes, Ozita de Moraes Pinto Ferreira, Oswaldo Santos de Melo, Aloízio de Melo Xavier, Aécio Campelo de Souza, Paulo de Albuquerque Jungman, Édison Duarte de Souza, Walter Wanderley Barros, Fidias Teles, Roberto Mauro Cortez Motta, Ayrton Fernandes da Costa, José Lourenço de Lima, Sebastião Vilanova, Othon Bastos Filho, João Beltrão Neto, Francisco Ivo Dantas Cavalcanti, Wandick Nóbrega de Araújo, Geraldo Pereira de Arruda e Atílio Dall’Olio.

         Na ocasião, foi eleita, por aclamação, a primeira Diretoria da Academia que ficou assim constituída: Presidente – Valter da Rosa Borges; Vice-Presidente – Berguedoff Elliot; 2º Vice-Presidente – Ozita Pinto Ferreira; Secretário Geral – Fídias Teles; 1º Secretário – Roberto Motta; 2º Secretário – Áureo Bispo; Tesoureiro – Ivo Cyro Caruso. Diretor do Departamento Científico – Atílio Dall’Olio. Conselho Científico: Aluízio Bezerra Coutinho, Oswaldo Gonçalves de Lima, Nelson Chaves, João Vasconcelos Sobrinho, Orlando Parahym, Luiz Pinto Ferreira e José Xavier Pessoa de Moraes.

 

 

            Para dar divulgação à criação da Academia Pernambucana de Ciências, realizou-se uma sessão solene, no dia 28 de janeiro de 1978, nas dependências da TV Universitária Canal 11, na Avenida Norte, s/n, bairro da Boa Vista, e, em seguida, no programa “O Grande Júri”, com a participação de cientistas, professores, intelectuais e autoridades, tendo como oradores os acadêmicos Orlando Parahym, Ivo Dantas e Pessoa de Moraes. A solenidade contou com a presença do Diretor Geral da TV Universitária Canal 11, Sadock Souto Maior e do Deputado Estadual Nivaldo Machado, representando a Assembleia Legislativa do Estado.

 

 

             Fizemos uma breve exposição sobre os objetivos da Academia, destacando a sua diferença em relação às academias tradicionais por não conferir o título de imortal aos seus membros e nem adotar numeração de cadeiras com respectivos patronos. Era uma instituição com um mínimo de formalidade e mais preocupada com o convívio permanente de pessoas com interesses multidisciplinares e dotadas de espírito associativo e participativo.            

            Em seu discurso, Orlando Parahym enfatizou que a nova instituição era constituída de “homens de todos os saberes”, enquanto Ivo Dantas complementou que ela objetivava a integração de todos os saberes. Pessoa de Moraes ressaltou a originalidade da Academia Pernambucana de Ciências em razão da preferência do pernambucano pelo literário e não pelo científico, comparando esse pioneirismo com os tempos de Tobias Barreto e da Escola do Recife.

           O entusiasmo dos fundadores era contagiante. Roberto Mota, em artigo intitulado “Torno-me Acadêmico” e publicado no Diário de Pernambuco, na edição de 28 de janeiro de 1978, manifestou o seu orgulho de pertencer a Academia.

           Em 17, 19 e 22 de fevereiro de 1978, o Diário de Pernambuco, o Jornal do Commercio e o Diário da Manhã, respectivamente, noticiaram a fundação da nova instituição. E, no dia 2 de abril, Fídias Teles, concedeu uma longa entrevista de página inteira à jornalista Ladjane Bandeira, do Jornal do Commercio, onde destacou a proposta interdisciplinar da Academia, visando a integração das mais diferentes áreas do conhecimento.

           Em maio, o Jornal Universitário, da Universidade Federal de Pernambuco, sob o título “Nasce Academia de Ciências”, me entrevistou a respeito das finalidades da instituição.

            Em 30 de setembro, a Academia deu posse aos primeiros acadêmicos de seu quadro de sócios efetivos. Eram eles: Manoel Correia de Andrade, Edjéce Martins Ferreira, Fernando Pio dos Santos, José Rafael de Menezes, Flávio Guerra, Humberto Carneiro, Dárdano de Andrade Lima, Everardo da Cunha Luna, Geraldo da Costa Barros Muniz, Hélio Bezerra Coutinho, José Barbosa de Oliveira Filho, José Pereira Leite, Júlio de Carvalho Fernandes, Leonardo Valadares de Sá Barreto Sampaio, Liana Barroso Fernandes, Luiz Siqueira Carneiro, Mário de Andrade Lira, Mário Bezerra de Carvalho, Nicolino Limongi, Romero Marinho de Moura, Vanildo Campos Bezerra Cavalcante, Waldemir Soares Miranda, Everardo Valadares de Sá Barreto e Rinaldo Azevedo. Presentes à solenidade, o Presidente da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro, Nicolino Limongi e do Reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Naldo Halliday.

           Durante todo o ano de 1978, a Academia passou a participar semanalmente dos debates de “O Grande Júri”. Não possuindo sede própria, como ainda hoje acontece, realizava as sessões administrativas no Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, e as sessões culturais no auditório da TV Universitária Canal 11.

          Graças ao prestígio de “O Grande Júri”, iniciei, em 5 de junho, uma série de programas científicos na TV Universitária Canal 11, intitulado “TV-U Ciência”, sob a responsabilidade da APC, com a minha supervisão e coordenação de Atílio Dall’Olio e Roberto Mota. Embora o programa tivesse tido uma curta duração, realizou o seu objetivo, levando ao público entrevistas e debates de natureza científica.

          O quadro de sócios da Academia começava a crescer. No dia 14 de agosto,  no auditório da TV Universitária Canal 11, ocorreu  a posse dos acadêmicos Geraldo Marques Fernandes, Nédio Cavalcanti de Lima, Geraldo Machado Fonseca Lima, Alcides Nóbrega Sial, Lamartine de Holanda Júnior, Aroldo Alves de Melo e Renan Monteiro Soares. José Lourenço de Lima, em nome da Academia, fez a saudação aos novos acadêmicos. Presentes à mesa dos trabalhos, o Secretário de Educação Joel de Holanda, representando o Governo do Estado, o cônsul do Japão, Kikuo Wada, o Presidente da Academia de Artes e Letras de Pernambuco, Nicolino Limongi e o representante do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, Jamesson Ferreira Lima.

        Em 1980, terminado o meu mandato, convoquei uma Assembleia Geral para a eleição da Diretoria - biênio 1980/1981 – a qual se realizou no 15 de janeiro de 1980, na sede do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas. A nova Diretoria ficou assim constituída: Presidente – Valter da Rosa Borges; 1º Vice-Presidente – Berguedof Elliot; 2º Vice-Presidente – Geraldo Muniz; Secretário Geral – Reinaldo de Oliveira; 1º Secretário – Geraldo Mariz; 2º Secretário – Ivo Caruso; Tesoureiro – Aécio Campello de Souza. Para o Conselho Fiscal foram eleitos Nicolino Limongi, Geraldo Fonseca Lima e Osvaldo Santos Melo. O Conselho Científico ficou constituído por Nelson Chaves, Vasconcelos Sobrinho, Orlando Parahym, José Lourenço de Lima, Amaro Quintas, Mário Bezerra e Everardo Luna. O Departamento Científico passou a ser dirigido por Atílio Dall’Olio e as Coordenadoria de Ciências Exatas, de Ciências Físicas e Biológicas, e de Ciências Humanas e Sociais por  Nédio Cavalcanti, Geraldo Arruda e Roberto Mota, respectivamente.

       A Academia continuava em rápido crescimento. No dia 30 de junho, no auditório da TV Universitária Canal 11, realizou-se a posse dos acadêmicos Adônis Reis Lira de Carvalho, André Freire Furtado, Armando de Albuquerque Souto Maior, Geraldo Lafayette Bezerra, Hélio Teixeira Coelho, Jaime de Azevedo Gusmão Filho, Jaime Cavalcanti Diniz, Jayme Cesar Figueirêdo, Jamesson Ângelo Ferreira Lima, Jônio Santos Pereira de Lemos, Ricardo Jorge Lôbo Maranhão e Waldênio Florêncio Porto. Em nome da Academia, José Lourenço de Lima saudou os novos acadêmicos e em nome desses discursou Jamesson Ferreira Lima. Presente à sessão, o Presidente da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro, Nicolino Limongi.

      Em 10 de dezembro, a Academia Pernambucana de Ciências, a Universidade Federal de Pernambuco e a União Colégio e Curso, tendo como interveniente o Núcleo de Televisão e Rádio da Universidade Federal de Pernambuco, representados respectivamente por Valter da Rosa Borges, Geraldo Lafayette Bezerra, Salomão Jaroslavski e Edson Magalhães Bandeira de Mello assinaram um convênio de colaboração cultural para a gravação e divulgação de programas de elevado índice educacional e cultural, integrado ao programa “O Grande Júri”.

       Em 1981, o auditório da TV Universitária Canal 11 continuava sendo o local para as solenidades da Academia. No dia 2 de abril, posse dos acadêmicos Célio França Spinelli, Clóvis de Vasconcelos Cavalcanti, Fernando Menezes Campello de Souza, Reginaldo Muniz Barreto e Sylvio José Barreto da Rocha Ferreira. E, no dia 14 de novembro, de Carlos Roberto Ribeiro de Moraes, Paulo Fernando de Vasconcelos Limonji, Luiz Gonzaga Gomes Lira e Ruy dos Santos Pereira. Famoso por sua retórica, José Lourenço de Lima fazia a saudação protocolar da Academia aos seus novos integrantes.

    Com o término do segundo mandato, convoquei uma Assembleia Geral, que se realizou no dia 5 de dezembro, no Auditório da Televisão Universitária Canal 11, da Universidade Federal de Pernambuco, onde foi eleita a Diretoria para o biênio 1982/1983,  e assim constituída: Presidente - Geraldo Machado Fonseca Lima; 1º Vice-Presidente – Valter Rodrigues da Rosa Borges; 2º Vice-Presidente – Reinaldo da Rosa Borges Oliveira; Secretário Geral – Sylvio José B. R. Ferreira; 1º Secretário Roberto Mauro Cortez Mota; 2º Secretário – Ivo Cyro Caruso; Tesoureiro – Aécio Campello de Souza. Conselho Fiscal: Berguedof Elliot, Geraldo Arruda e Jayme Figueiredo.

     O novo Presidente Geraldo Fonseca Lima deu continuidade a programação da Academia com as sessões culturais, que passaram, então, a realizar-se no Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas até o ano de 1988. Na sua gestão, foram empossados os acadêmicos Antônio Cesário de Melo, José Arraes Primo, Marília Fragoso Medeiros e Vasques, Murilo Ramos Pinto, Rilton Rodrigues da Silva e Waldecy Fernandes Pinto, em solenidade que ocorreu no dia 12 de janeiro de 1983, no auditório do Teatro Valdemar de Oliveira, na rua Oswaldo Cruz, bairro da Boa Vista.

     Em 1984, Geraldo Fonseca Lima, terminado o seu mandato, convocou uma Assembleia Geral que, realizada no dia 13 de março, no Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, elegeu a Diretoria para o biênio 1984/1986, e ficou assim constituída: Presidente – Valter Rodrigues da Rosa Borges; 1º Vice-Presidente – Roberto Mota; 2º Vice-Presidente – Reinaldo de Oliveira; Secretário Geral – Ivo Cyro Caruso; 1º Secretário – Geraldo Mariz; 2º Secretário – José Barbosa de Oliveira Filho; Tesoureiro – Geraldo Machado Fonseca Lima. Para o Conselho Fiscal , foram eleitos, como efetivos, Aécio Campello de Souza, Berguedof Elliot e Geraldo Muniz, e, como  suplentes, Waldênio Porto, Nicolino Limonji e João Beltrão Neto.

     Roberto Motta, em artigo intitulado “O Espírito da Academia”, publicado no Diário de Pernambuco, na edição de 24 de março, assim resumiu o clima das sessões culturais.

   “Da academia a que pertenço, a Academia Pernambucana de Ciências, eu faço um elogio que gostaria muito de estender a todas. A alta qualidade do convívio. O aborrecimento de viver, as preocupações do quotidiano, o medo da pressão alta e da inflação, as competições, as frustrações, tudo isso se acaba na porta de nossa sala de reuniões, na Rua da Concórdia, onde somos hóspedes do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas.”

    Algumas sessões culturais da Academia foram realizadas no auditório do Teatro Valdemar de Oliveira, gentilmente cedido pelo acadêmico Reinaldo de Oliveira.

    No dia 4 de dezembro deste ano, tomou posse, em cerimônia simples, na sede do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, a acadêmica Maria Ladjane Bandeira Lira.

   Em 1986, com o término do nosso terceiro mandato, convocamos uma Assembleia Geral que se realizou no 26 de fevereiro de 1986, na sede do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, onde foi eleita a Diretoria da APC para o biênio 1987/1988, a qual ficou assim constituída: Presidente – Sylvio José Ferreira; 1º Vice-Presidente – Atílio Dall’Olio; 2º Vice-Presidente – Roberto Mota; Secretário Geral – Geraldo Arruda; 1º Secretário – José Barbosa de Oliveira Filho; 2º Secretário – Reinaldo de Oliveira; Tesoureiro – Osvaldo Santos Melo. Para o Conselho Fiscal foram eleitos, como efetivos, Valter da Rosa Borges, Ivo Cyro Caruso e Geraldo Fonseca Lima, e, como suplentes, Célio Spinelli, Lamartine de Holanda Júnior e João Beltrão Neto.

    De 1989 a 1995, a Academia entrou em estado de hibernação nas suas atividades administrativas, culturais e científicas, dando a impressão de que caminhava para a sua extinção. Não foi convocada Assembleia Geral para a eleição da nova Diretoria, os acadêmicos se dispersaram e eram raros os contatos que mantinham entre si.

     Em 1986, preocupado com o marasmo da instituição, resolvi revitalizar a Academia e discutimos o assunto com os acadêmicos que conseguimos localizar. A maioria resolveu apoiar a iniciativa e, assim, foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária que se realizou no dia 6 de janeiro, na nova sede do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, à rua dom Pedro Henrique, 221, segundo andar, bairro da Boa Vista. Após demorada discussão sobre os rumos da instituição, os acadêmicos presentes decidiram eleger, por aclamação, uma nova Diretoria com a árdua missão de soerguer a Academia. Essa nova Diretoria ficou assim constituída: Presidente: Valter Rodrigues da Rosa Borges; 1º Vice-Presidente – Waldênio Porto; 2º Vice-Presidente – Waldecy Fernandes Pinto; Secretário Geral – Ivo Cyro Caruso; 1º Secretário – Aroldo Alves de Melo; 2º Secretário – Geraldo Pereira de Arruda; Tesoureiro – Geraldo Machado Fonseca Lima. Para o Conselho Fiscal, na qualidade de efetivos, foram eleitos Reinaldo de Oliveira, Leonardo Sampaio e Nédio Cavalcanti de Lima, e, de suplentes, Armando Souto Maior, Luiz Gonzaga Lyra e Nicolino Limongi.

    Era preciso retomar, urgentemente, o crescimento da instituição e recuperar o tempo perdido.  Para isso, a minha primeira providência foi convocar um Assembleia Geral Extraordinária para a reforma dos Estatutos da Academia, visando facilitar as atividades da instituição e agilizar seu crescimento. Entre as modificações aprovadas, um das mais importantes foi tornar ilimitado o número de associados, até então fixado em 90 membros. As sessões culturais da Academia passaram a ser realizadas mensalmente, no Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas e me empenhei em reativar o ideal dos acadêmicos ainda debilitado pelo período de recessão. 

    No mês de fevereiro, conversei com o Deputado Geraldo Barbosa a respeito da Academia, o qual, convencido da importância da instituição, apresentou à Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, um projeto para reconhecê-la como de Utilidade Pública Estadual. O projeto foi aprovado e se transformou na Lei 11.345, de 14 de maio de 1996.

     O próximo passo foi aumentar o número de associados. Assim, no dia 28 de maio, na Federação das Indústrias de Pernambuco – FIEPE -, na Avenida Cruz Cabugá, 767, bairro de Santo Amaro, realizou-se a posse dos acadêmicos Badogílio Rodrigues Maciel, Carlos Eugênio Gantois, Érico Iglésias Cavalcanti Melo, Erivam Félix Vieira, Everaldo Moreira Veras, Pe. Ferdinand Azevedo, Fernando Gonçalves, Francisco Eduardo Bezerra de A. Lima, Guaracy Lyra da Fonsêca, Jalmir Freire Brelaz de Castro, José Roberto de Melo, Luiz Carlos Oliveira Diniz, Margarida Maria Félix da Silva, Mauro Carneiro Assis do Rego, Reginaldo Cordeiro do Nascimento, Ronaldo Dantas Lins Filgueira e Waldemir Oliveira Lins. Reinaldo de Oliveira fez a saudação aos novos acadêmicos e, em  nome destes, discursou Érico Iglésias Cavalcanti de Melo. Na mesma solenidade, a Academia Pernambucana de Ciência e a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco - FIESP-, representadas respectivamente por Valter da Rosa Borges e Armando Monteiro Neto, assinaram um convênio de parceria com a finalidade de elaborar um programa de desenvolvimento econômico e cientifico para o nosso Estado.

     No mês seguinte, no dia 1º de junho, em solenidade simples, na sede do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, tomou posse o acadêmico Fernando Jorge Simão dos Santos Figueira

     Em 1987, no início do ano, com o apoio do acadêmico Pe. Ferdinand Azevedo, a Academia passou a realizar as sessões culturais, no primeiro sábado de cada mês, no auditório do Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH), da Universidade Católica de Pernambuco, na rua do Príncipe, 526, bairro da Boa Vista, onde continua até hoje.

    Retomei o ritmo de admissão de novos acadêmicos e, no dia 1º de março, no auditório do Bloco B, da Universidade Católica de Pernambuco, tomaram posse Amaro Geraldo de Barros, Fernando Antônio Domingos Lins, Gabriel Antônio Duarte Ribeiro, George Chaves Jimenez, Guilherme Montenegro Abath, José Mário Alves Carneiro, Lúcia Maria Lyra Gomes, Rômulo Maciel, Sebastião de Araújo Barreto Campello e Sydia Maria Queiroz de Albuquerque Maranhão. Meses mais tarde, em 4 de outubro e 8 de novembro, no auditório do Centro de Teologia e Ciências Humanas, da Universidade Católica de Pernambuco, tomaram posse, respectivamente, os acadêmico Miguel John Zumaeta Doherty e Silvino Alves da Silva Neto.

    Cumprida a missão de reativar a Academia, convoquei uma Assembleia Geral para a eleição da Diretoria para o biênio 1998/1999 e que se realizou no dia 6 de dezembro, no auditório do Centro de Teologia e Ciências Sociais, da Universidade Católica de Pernambuco.  A nova administração da Academia ficou assim constituída: Presidente - Waldecy Fernandes Pinto; 1º Vice-Presidente – Aroldo Alves de Melo; 2º Vice-Presidente – Valter Rodrigues da Rosa Borges; Secretário Geral – Érico Iglésias Cavalcanti Melo; 1º Secretário – Everaldo Moreira Veras; 2º Secretário – Pe. Ferdinand Azevedo, SJ; Tesoureiro – Jaime César Figueiredo. Para o Conselho Fiscal foram eleitos Geraldo Fonseca Lima, Badogílio Rodrigues Maciel e Júlio de Carvalho Fernandes, como efetivos e Amaro Geraldo de Barros, Guaracy Lyra da Fonseca e José Roberto de Melo como suplentes.

Valter da Rosa Borges

 

Jornal do Commercio de 01.06.2003.

ACADEMIA PERNAMBUCANA DE CIÊNCIAS.

Manuel Correia de Andrade(*).

 

A Academia Pernambucana de Ciências, fundada a 7 de janeiro de 1978, com a participação dos mais eminentes cientistas pernambucanos, teve as suas raízes em um programa da TV Universitária, o “Grande Júri”, que debatia os problemas científicas e culturais com que se defrontava o meio universitário pernambucano. Teve como seu idealizador e organizador o professor e membro do Ministério Público, Valter da Rosa Borges, homem estudioso e preocupado com as ciências humanas, sobretudo com as pesquisas na área da psicobiofísica. Sendo um trabalhador, conseguiu reunir em torno dele, para debates periódicos na TV Universitária, figuras exponenciais, como o fisiologista Nelson Chaves, o biólogo Aluísio Bezerra Coutinho, o químico Osvaldo Gonçalves de Lima, o ecólogo e botânico Vasconcelos Sobrinho, o jurista Pinto Ferreira, o psiquiatra Othon Bastos Filho, uma constelação de cultores dos mais diversos ramos das ciências. Desinteressadamente, nascia, aí, na Rua da Concórdia, uma instituição que já ultrapassou os 25 anos de vida e que tantos serviços tem prestado à cultura pernambucana.

Interessante é que Valter da Rosa Borges, nascido no bairro de São José, um dos mais antigos e tradicionais do Recife, quis que aí nascesse, a nova Academia, em um bairro que surgira no período nassoviano, como a Nova Maurícia, na Ilha de Santo Antonio, que se tornaria berço honroso para qualquer instituição. O local do nascimento testemunhava a origem e o compromisso da nova instituição para com a Cidade do Recife e, consequentemente, para com Pernambuco.

Nestes 25 anos, conduzida por mãos e mentes dedicadas, como as dos cientistas que vêm exercendo a sua presidência, reunindo-se geralmente uma vez por mês, ela vem promovendo eventos culturais da maior importância, onde são discutidos problemas ligados às atividades científicas nas mais diversas linhas, desde as formulações filosóficas até as transformações tecnológicas. Formada por dezenas de profissionais das várias áreas, ela proporciona que em suas reuniões, hoje realizadas no edifício da Universidade Católica de Pernambuco, a discussão dos eventos que ocorrem no mundo das ciências, permitindo que se acompanhe o que ocorre nos centros desenvolvidos do mundo.

A Academia Pernambucana de Ciências é pioneira em posições de abertura. Ao ser fundada, ficou estabelecido que ela não se ateria apenas a reunir estudiosos ligados às ciências exatas e às biológicas, como ocorria na quase totalidade das academias de ciências do mundo, ela reconhecia a importância, também, das ciências humanas e a necessidade de intensificação do diálogo entre os cientistas humanos e os dos demais ramos do conhecimento científico. E a importância deste intercâmbio se faz sentir hoje, a ponto de academias outras, como a Brasileira de Ciências, já haverem reformulado os seus estatutos, abrindo suas portas aos cientistas sociais.

Outra ideia inovadora está no processo de admissão de sócios, já que a Academia Pernambucana de Ciências não tem número determinado de sócios. Ao ser fundada, o foi já com 34 associados, quando, em geral, as academias têm um número limitado de sócios, como a Academia Francesa que tem apenas 40 associados, sendo a sua renovação feita à proporção que os sócios vão falecendo. Nela, cada sócio ocupa uma cadeira patrocinada por uma figura ilustre, já falecida, a existência de um número não-limitado de associados permite que a renovação do seu quadro se faça, naturalmente, sem a preocupação com o falecimento de seus membros, para permitir o aparecimento de vagas. Daí o expressivo número de sócios que, no momento, ultrapassa 100 pessoas.

Como toda instituição cultural, a Academia Pernambucana de Ciências se ressente do fato de não possuir uma sede própria que abrigue um auditório, uma secretária e uma biblioteca, estando à espera de algum mecenas que disponha de boa vontade e de recursos, ela se ressente também de não dispor de publicações onde sejam divulgadas as palestras e as conferências realizadas e de uma revista de certa periodicidade em que sejam divulgados artigos dos seus associados.

Participam também da Academia Pernambucana de Ciências, pessoas ligadas a numerosas instituições culturais e de ensino, como a Universidade Federal de Pernambuco, a Federal Rural de Pernambuco, a Católica de Pernambuco, a Fundação Joaquim Nabuco, o Centro de Estudos Josué de Castro, as academias Pernambucana de Letras, de Artes e Letras, de Letras e Artes do Nordeste, o Instituto Arqueológico Geográfico e Histórico Pernambucano, a Fundação Gilberto Freyre, e numerosas outras instituições culturais e científicas.

Como se pode ver, cabe ao arquiteto e professor Waldecy Pinto e aos seus confrades, um programa de trabalho árduo para divulgar e fortalecer o papel que esta Academia vem desempenhando no Brasil e em Pernambuco, e que está se transformando e se modernizando, procurando renascer, resolver os problemas com que se depara nos dias de hoje.

 
(*) Manuel Correia de Andrade, historiador e geógrafo, é da A.P.L.

 

FOLHA DE PERNAMBUCO

 

Academia de Ciências - 35 anos

 

12 de abril de 2013

Êxito alcançado pelo programa em todas as classes sociais motivou o Professor Valter Rodrigues da Rosa Borges a fundar uma Instituição cientifica que, como sucedâneo do “GRANDE JURI”


Professor Waldecy Fernandes Pinto

No dia 7 de janeiro de 1978, Pernambuco mais uma vez se destacou em termos de pioneirismo brasileiro ao fundar a APC - Academia Pernambucana de Ciências, a segunda entidade do gênero com o objetivo de valorizar, desenvolver e divulgar a Ciência. A ideia da fundação nasceu basicamente do programa “O GRANDE JURI”, criado e produzido por Valter da Rosa Borges, na TV-Universitária Canal 11, no período de 1968 a 1981, com uma audiência espetacular, reunindo semanalmente os expoentes da intelectualidade pernambucana, debatendo temas científicos, filosóficos, artísticos, religiosos e culturais.

 
O êxito alcançado pelo programa em todas as classes sociais motivou o Professor Valter Rodrigues da Rosa Borges a fundar uma Instituição cientifica que, como sucedâneo do “GRANDE JURI”, tivesse uma amplitude maior e congregasse permanentemente personalidades de destaque nas mais diversas áreas do conhecimento cientifico. Levando esta proposta aos mais assíduos membros de “O GRANDE JURI”, os mais interessados, constituídos de 23 do mais alto conceito e de prestigio cientifico, aderiram e assinaram a ata da fundação com a elaboração dos estatutos e regimento interno.

 
A nova Entidade se diferenciou das tradicionais academias que existiam, onde predominava um número exato de cadeiras que significavam o total dos acadêmicos. Assim, com este acentuado e salutar procedimento, não estaria limitado o número total dos membros acadêmicos, como também poderiam participar todos aqueles portadores dos conhecimentos tanto das ciências exatas como das ciências humanas. 

Este procedimento diferenciou totalmente da única Academia Brasileira de Ciências-ABC existente na ocasião no País, na cidade do Rio de Janeiro. Posteriormente, a referida Academia reforma os seus estatutos adotando o sistema da qualificação e não definindo a limitação. Com vivência de 7 de janeiro de 1978 até hoje, a APC se reúne mensalmente no primeiro sábado de cada mês pela manhã, no auditório do CTCH cedido pela UNICAP - Universidade Católica de Pernambuco. 

Estas reuniões são abertas ao público em geral. Além das reuniões, a APC realizou nestes 35 anos de existência vários seminários, destacando-se os de Educação, de Ciências, Tecnologia e Culturais. Outros tipos de reuniões foram realizados em homenagem às entidades que mantém convênios e vínculos científicos tecnológicos, a exemplo da homenagem com destaque das Instituições de ensino superior tais como a UNICAP, UFPE, UPE e UFRPE e outros.

 
No momento, a ideia que está sendo desenvolvida é a de que a APC pelas pluridisciplinaridades dos conhecimentos dos seus acadêmicos se constitua como órgão de consultoria técnica cientifica, procurando servir quando consultada, o Estado de Pernambuco, os Municípios e as Instituições de ensino como um todo, tais como as profissionalizantes, as secundarias, e as de ensino superior e de demais níveis. 


Estão sendo analisados os termos dos convênios para cada entidade, pois as mesmas são detentoras de pluralidades disciplinares e de especiais peculiaridades. O caminhar da APC nestes 35 anos não sofreu descontinuidade de desenvolvendo dos objetivos, das finalidades, contando para isso com a contribuição mais efetiva dos seus 45 membros em operacionalidade profissional, tendo muitos deles no momento a ocupação de cargos de destaque nas gestões públicas e privadas, tais como Reitores, Pró-reitores Vice-Reitores e de entidades voltadas às pesquisas, secretários de Estado e de Municípios, dirigentes de Fundações etc.

 
Que este ano comemorativo dos 35 anos da sua existência a APC continue a trilhar os caminhos como vem acontecendo, realizando seminários e palestras tanto de interesses científicos como da cultura e da cidadania, como vem acontecendo nestes 35 anos da sua existência.

 
*Arquiteto urbanista. Reitor da UFRPE de 1983 a 1987 - Secretário de Planejamento do Recife 1969/70 e 1974/79. 

FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO >> OPINIÃO