Assombrações e Parapsicologia em Pernambuco

 

REVISTA SEXTO SENTIDO

 

Nº 93, 16 de Junho de 2010

 

Médiuns que materializam mãos no ar; médicos psíquicos que curam paralíticos; policiais treinados para investigar casas assombradas. Estes são alguns dos acontecimentos com os quais estão acostumados os parapsicólogos de Recife.

 

Por Pablo Villarrubia Mauso

 

O calor úmido e abafado era uma constante na belíssima capital de Pernambuco. O ônibus me deixou perto de uma lagoa pan­tanosa num bairro da cidade com mais de 4 milhões de habitantes, conhecida como “a Veneza brasileira”, devido a seus mui­tos canais e pontes. Bati na porta do chalé e fui recebido por Valter da Rosa Borges, possivelmente uma das maiores autorida­des ibero-americanas em parapsicologia cientifica.

Ali ficava a sede do Instituto Pernambu­cano de Pesquisas Psicobiofísicas (IPPP), o centro de investigações paranormais mais importante do Brasil, que conta com um contingente de 40 parapsicólogos experien­tes. O ambiente contrastava com o aspecto quase selvagem da região, que convidava à distração e ao ócio. Os homens que lá me aguardavam penetravam em espaços re­cônditos da mente humana com a serieda­de que o assunto requer.

No entanto, eu tentava assimilar as in­formações e vivências numa “casa assom­brada” que tinha visitado algumas horas antes da entrevista (ver quadro), quando Valter, presidente do IPPP, começou a pre­parar o “terreno” sobre o qual transcorreria nossa conversa. “Antes de falarmos sobre as atividades do Instituto”, ele disse, “vou contar a você algo que me chocou muito quando era jovem. Tinha meus 27 anos, em 1959, quando comecei a frequentar a casa de Maria José Las Heras Duarte, uma médium de origem portuguesa que conheci por intermédio de meu cunhado. Aquilo era arrepiante. A mulher entrava em transe em semipenumbra e logo sentíamos que a tem­peratura ambiente da sala caía, e misteriosas luzes surgiam de repente no ar.

Nas primeiras sessões, começavam a cair flores do teto, geralmente cravos. Vinham do nada. Eu os levava para casa, para decorar as floreiras de minha esposa”.

Perguntei que outros fenôme­nos a médium provocava. “Algo tão raro”, ele continuou, “que até hoje não creio que exista. Numa das célebres sessões - que es­gotavam fisicamente a mulher -, ocorreu uma explosão de luz. Em seguida, formou-se uma nuvem que, crescendo, chegou ao teto e logo abaixou. Dentro de um compartimento de madeira surgiu uma mão luminosa que levantou a cortina e flu­tuou em pleno ar. Em seguida, chamou a atenção da médium, pegou um lenço e o agitou. Várias pessoas viram, estupefatas. Eu me levantei para comprovar se aquilo não era uma farsa, ainda que houvesse uma lâmpada elétrica acesa que nos per­mitia ver tudo à nossa volta relativamente bem. Eu me aproximei da mão e a agarrei, como se fosse apertar a mão de uma pessoa para cumprimentá-la. Era uma mão sóli­da, porém mole. Quando a apertei, ela fez o mesmo. Depois, estendi os dedos para ver se o pulso estava preso a um braço. Nes­se momento, senti um calafrio: a mão terminava ali, sem qualquer corpo a sustentando”.

Os fatos desconcertantes vivi­dos por Valter da Rosa Borges não ficavam nisso. Depois, a mão ectoplásmica, branca e luminosa, voou para o bolso da camisa de Valter. Dali tirou um pente e o jogou ao chão. A médium Maria José, em pleno transe, deu ordens para que a misteriosa mão levantasse a pesada mesa ao redor da qual estavam os convidados. Ela fez

isso imediatamente, sem deslocar o centro de gravidade do objeto. Depois de levantá-la mais de meio metro do chão, soltou-a e ela caiu com um estrondo.

“Aquele ruído”, confessou o parapsicó­logo, “era capaz de despertar até os mortos. Contudo, Maria José continuava em tran­se, e logo a mão voltou ao compartimento e, de dentro dele, tirou um ramalhete, entregando-o a mim. Não pergunte por que me escolheu. Foi a única e mais incrível expe­riência de materialização com ectoplasma que cheguei a ver em mais de 60 anos de vida”.

ESSE FOI UM DOS ATRATIVOS QUE LEVOU Valter Borges a empreender uma das mais extensas trajetórias de investigações paranormais da América Latina, sem nos esquecermos da figura exponencial de Hernani Guimarães de Andrade, que também colaborou com o IPPP.

A experiência acumulada pelos mem­bros do Instituto - o mais antigo do gêne­ro no Brasil, criado em 1973 levou-os a colaborar estreitamente com a polícia per­nambucana em casos de pessoas desapare­cidas, em serviços de segurança de estado e com sua assessoria de radiestesia junto a órgãos governamentais de pesquisas de re­cursos minerais e hidrológicos, porém com pouco ou nenhum apoio.

“Em 1993, a Assembleia Legislativa do estado aprovou nossa sugestão de criar o Dia nacional do Parapsicólogo, fixada em 29 de julho de cada ano”, disse com or­gulho Borges. Mais do que a celebração, o presidente destaca a importância do reco­nhecimento oficial da parapsicologia pelo governo.

Borges é o responsável pela criação de um experimento parapsicológico inova­dor: o teste da cadeira vazia, inventado em 1981. Trata-se do aperfeiçoamento de um teste criado pelo célebre dr. Eugene Osty.

Consiste em substitui as cinco cartas Zener por cinco pessoas que se sentam ao acaso em cadeiras, cada uma correspondendo a uma carta. A pessoa investigada deve se manter num recinto fechado, enquanto as outras cinco ficam em outra sala. O exa­minado deve adivinhar o nome da pessoa que se senta em determinada cadeira. “A grande vantagem do teste”, explica Borges, “consiste em substituir símbolos, emocio­nalmente inertes, por pessoas, o que faz aumentar o índice de acertos”.

A instituição desenvolveu um projeto de investigação e treinamento em parapsico­logia para a força policial de Pernambuco, no qual se incluíam pesquisas de “casas assombradas” e de outros fatos insólitos que fossem comunicados à polícia. O IPPP também criou outro projeto para dar as­sistência a doentes hospitalizados que te­nham vivenciado experiências paranormais durante sua convalescência.

O IPPP também tem a intenção de re­gulamentar a profissão de parapsicólogo. Pernambuco é o único estado brasileiro que tem a atividade reconhecida, e seus prati­cantes podem se declarar autônomos e ter o beneficio da Seguridade Social.

Nos últimos anos, o Instituto tem se dedicado a identificar entre os alunos de escolas públicas aqueles que tenham apti­dões paranormais, que apresentem talen­tos e habilidades excepcionais. “Ao mes­mo tempo”, explica Borges, “fazemos um acompanhamento psicológico e orientamos os professores com relação à forma de en­tender e tratar esses alunos”.

Com Borges estava seu amigo, o médico Ronaldo Lins Filgueiras, membro ativo do Instituto. Ele comentava que, nas chamadas cirurgias psíquicas com uso de objetos cortantes, as infecções ocorrem apenas em 10 a 20 por cento dos pacien­tes operados. “Diz-se que muitos não usam antibióticos para comba­ter as infecções. Isso não é correto”, contou o médi­co. “Durante uma sessão realizada pelo cirurgião psíquico Edson Queiroz, eu verifiquei pessoalmente a entrega de uma bandeja repleta de antiinflamató- rios, analgésicos e antibi­óticos de vários tipos. Isso foi em 1984, no bairro do Pina, aqui em Recife”.

“Uma equipe de médicos do IPPP quis fazer estudos sobre Edson Queiroz e seus pacientes” contou Ronaldo.

“No entanto, o médium não permitiu. Ele queria fazer o estudo com sua equipe de médicos. Ainda assim, pudemos fazer algumas observações durante as ci­rurgias. Eu vi como ele empregava colírio anestésico, ao contrário do que ele pregava. Em outra oportunidade, o médium enfiou uma agulha no corpo de uma senhora e ela se queixou muito da dor. Um conhe­cido carnavalesco de Recife, Lúcio Catão, foi curar-se com Edson. Entrou com seus próprios pés e saiu de maca, inconsciente. Uma semana depois, morreu”.

Ronaldo garante que muitas infecções só se manifestam alguns dias após as in­tervenções cirúrgicas, quando o paciente já está em casa, “fora do controle de estatísti­cas hospitalares”.

“A realidade das mal denominadas ci­rurgias psíquicas é muito discutível”, expli­ca o médico e parapsicólogo. “Temos a hemóstase, o estancamento natural ou provo­cado da perda de sangue. Sabemos que, na hipnose, pode-se controlar a coagulação do sangue e, mais normalmente, a vasoconstrição, com a diminuição ou desapareci­mento do sangramento”.

 

 

Valter Borges, Pablo Villarrubia e Ronaldo Lins Filgueira, membro do Instituto.

 

Para Ronaldo, é um fato incontestável que Zé Arigó podia cortar as carnes e as vísceras com uma simples faca de cozinha suja, sem causar dor, provocando hemóstase e evitando o uso de pontos cirúrgicos. O famo­so médium brasileiro dizia operar sob a possessão do espírito de um médico alemão, o dr. Fritz. “Podia impedir o sangramento”, recorda Ronaldo, “apenas com uma palavra dita em tom de ordem”.

Ainda demonstrando esse ceticismo re­lativo, o médico acredita que podem exis­tir casos - ainda que raros -, de curas por ações “psicocinéticas”. “A mente possui o potencial de atuar sobre a matéria e a ener­gia”, observa Rolando. “Essa força é capaz de modificar moléculas, células e tecidos. Por outro lado, temos as curas por meios telepáticos, que induzem alterações psicofisiológicas e o consequente estado hipnóti­co que mobiliza os mecanismos endógenos que permitem restabelecer a saúde”.

“Ainda que a maior parte das curas seja psicossomática, conheço um caso que po­deríamos considerar de cura paranormal. Trata-se da desobstrução de uma artéria, realizada pelo pai-de-santo Eli. No mundo, só existem dois casos de cura espontânea desse tipo, mas aqui poderíamos explicá-lo por uma intervenção mental de Eli”.

 

Os Fantasmas de Recife

 

Justo quando começou a chover, entrei na anti­ga mansão que pertenceu a Gilberto Freyre, um dos maiores intelectuais brasileiros de todos os tempos e pai da moderna sociologia no Brasil. A bibliotecária da Fundação Gilberto Freyre - cuja sede fica na pró­pria mansão me recebeu e aconselhou que desse uma volta pela casa.

Livros e mais livros, recordações de viagens a outros continentes, pinturas de artistas famosos ou desconhecidos; enfim, todo o universo privado que rodeava a vida de Gilberto Freyre. Entrei em seu es­critório, que se manteve o mesmo desde sua morte. Meus olhos percorreram as estantes procurando por raridades bibliográficas, e percebi um senhor, inteira­mente vestido de branco. Estava sentado numa pol­trona de couro preto carcomido pelo tempo. Quando voltei a olhar para a poltrona, o homem já não estava lá. Como ele tinha saído sem que eu percebesse?

Esqueci o assunto até que voltei a encontrar a bibliotecária e lhe perguntei sobre o senhor vestido de branco. “Você não sabe?”, ela me disse, com um

sorriso sincero. “É o nosso querido Gilberto Freyre. De vez em quando, ele vem ler em seu antigo escri­tório. Mas não fique surpreso; você não é o primeiro a vê-lo”.

Por um momento, achei que estavam zomban­do de mim. Inclusive, pensei em algum artifício de tecnologia moderna, como uma projeção holográfi- ca ou algo do gênero. Ou então num ator contratado pela Fundação para assombrar os visitantes. Mas tudo isso me pareceu ainda mais ridículo, conhe­cendo a seriedade da entidade e seu trabalho edu­cacional mundialmente reconhecido.

Fiquei mais perto de uma explicação paranor­mal quando fiquei sabendo que Freyre tinha escrito um livro curioso, praticamente esquecido por seus biógrafos, chamado Assombrações do Recife Velho, publicado em 1974.0 mestre documentou dezenas de casos de aparições fantasmais, entre eles casos de poltergeist, na capital do Pernambuco.

0 repertório de assombrações é imenso: lobiso­mens; luzes erráticas que voam pelas ruas; mulheres

vestidas de branco que surgem à meia-noite para le­var os desavisados ao “outro lado”; casas habitadas por fantasmas barulhentos etc. Um exemplo era o antigo casarão da esquina da Rua Marisco. Ali, seus proprietários viam vultos com forma humana entran­do e saindo dos aposentos; as portas se abriam e se fechavam sozinhas. Um jovem de 24 anos, em­pregado da mansão, um dia apareceu enforcado. A partir de então, os proprietários decidiram abandonar a “casa maldita”, pois atribuíam a morte do rapaz às terríveis assombrações que ali ocorriam.

Os fenômenos não se acalmaram com a fuga precipitada dos moradores. A polícia e até os solda­dos foram atacados por jorros de areia nos olhos, provenientes de lugar algum. Os policiais, que ha­viam lutado contra os famosos cangaceiros, deixa­vam a rua, apavorados... Os proprietários do imóvel decidiram derrubá-lo, e ali se construiu um cinema que, anos mais tarde, se transformou numa igreja protestante, sem que os espíritos brincalhões e vio­lentos voltassem a fazer das sua

Terezinha Acioli Lins de Lima é membro da entidade e uma das parapsicólogas de maior prestígio do Brasil. Um de seus trabalhos mais originais se chama Paranormalidade e o Homem Primitivo: Hi­pótese Telepática, que apresentou durante o I Congresso Internacional e Brasileiro de Parapsicologia (Recife, 1997).

Ela elaborou sua hipótese sobre traba­lhos preexistentes, como o do antropólogo australiano Ronald Rose, que verificou o uso da telepatia entre povos “primitivos” para se comunicar a distância, assim como alguns estudos da famosa antropóloga Margareth Mead.

“Em 1975”, diz Terezinha, “na aldeia indígena Cassauá, no Amazonas, a 315km de Manaus, ocorreu um fenômeno psi: um caso interessante de clarividência precog- nitiva, ou seja, a visão ou conhecimento do mundo exterior, recebendo informações que não circularam pela mente de outra pessoa”. O caso é o de uma criança indí­gena de três anos, Wilson Heskaiyano, que foi levado de sua aldeia para ser atendido pelo médico Irineu Castro, pois estava mui­to desidratado. No dia seguinte, às 12h30, a criança morreu, e os pais pediram ao mé­dico que seu corpo fosse devolvido à aldeia para realizarem o funeral. Quando o médi­co e os pais chegaram ã aldeia, próxima do rio Nhamundá, todos os membros da tribo os esperavam e já tinham preparado o lo­cal em que a criança seria enterrada. “Mas o ocorrido não foi comunicado a ninguém na aldeia, pois estavam totalmente isolados no meio da selva”, diz a parapsicóloga.

“A telepatia já era empregada há 6.000 anos”, explica Terezinha, “segundo interpretações de alguns documentos egípcios. A paranormalidade foi importante no processo evolutivo humano e sua sobrevivên­cia, pois permitiu intensificar seu sentido de orientação nas selvas, desertos ou montanhas. É possível que a telepatia tenha precedido a linguagem oral. Mas a falta de uso de tais poderes, talvez devido ao de­senvolvimento da linguagem verbal, levou a uma atrofia”.

Segundo a investigadora, o ho­mem ocidental e sua cultura estão programados para reprimir e recha­çar as manifestações da “mentali­dade primitiva”, como a telepatia. “O fato de que a capacidade extrassensorial das crianças parece ser superior à dos adultos mostra que, efetivamente, todos nós nasce­mos com tais capacidades, e que a pressão educacional e social leva à inibição de suas manifestações”.

Ela também se baseia em algumas ex­periências realizadas por Michael Winkelman, no México, em 1970, entre dezenas de crianças. Sua con­clusão: quanto mais formal for a educação das crianças, menos re­sultados positivos elas obteriam nos testes de percepção extra-sensorial, como com as cartas Zener”.

TÊM SIDO MUITOS OS PARANORMAIS que passaram pelo IPPP. “Nós os tratamos como pessoas”, diz Bor­ges, “não como cobaias”. No início dos anos 1970, o parapsicólogo conheceu uma mulher - ex-noiva de um mem­bro do Instituto -, que, ao ver Uri Geller na televisão, começou a desenvolver po­deres semelhantes aos do famoso israelense. “Ela dobrava chaves com imensa facilidade. Foi a primeira ‘Uri Geller’ feminina de Per­nambuco”, recorda o estudioso, preferindo manter o nome dela em sigilo.

Contudo, o Pai Eli foi estudado por Bor­ges e sua equipe. “Foi o primeiro agente psi que investigamos. Em 1978, esse homem realizou uma cura extraordinária de uma pessoa desenganada pelos médicos, afli­gida por uma grave enfermidade cerebral. Depois de ter participado de um culto de umbanda oficiado pelo Pai Eli numa praia de Recife, o doente se curou totalmente”, recorda Borges, que realizou um rigoroso acompanhamento médico do paciente.

Os poderes curativos de Pai Eli como­veram até mesmo Stanley Krippner - o fa­moso investigador dos estados alterados de consciência -, que levou o pai-de-santo brasileiro aos Estados Unidos, à Universi­dade da California.

Outro paranormal destacado foi José Macedo Arruda, vice-presidente do IPPP, investigado pelo parapsicólogo Jefrey Mishlove, nos Esta­dos Unidos. “Esse ho­mem”, lembra Borges,“descobriu, aos 49 anos, que podia curar os outros. Um caso extraordinário foi o da cura de uma jovem paralítica que Macedo havia previamente le­vado ao transe”.

Como advogado em exercício, Borges se pre­ocupa com questões ju­rídicas da parapsicolo­gia. “Existem muitíssi­mas lacunas legais na parapsicologia”, explica. “Uma diz respeito aos direitos autorais de escritores, pintores e músicos que dizem receber inspiração dire­ta ou indireta dos espíritos dos mortos. Em 1944, a viúva de um importante poeta bra­sileiro, Humberto de Campos, moveu uma ação contra o famoso médium e psicógrafo Chico Xavier, pedindo a cobrança dos direi­tos autorais das obras psicografadas por Xa­vier. A ação foi considerada inválida, uma vez que o juiz considerou que o Poder Judiciário não era um órgão de consulta que pudesse decidir sobre a capacidade intelectual de um morto. Os direitos autorais, neste e em ou­tros casos, pertencem ao médium, pois não existem direitos do além”.

Segundo Borges, essa situação poderia mudar se um dia for admitido que existe vida após a morte e que podem ser reali­zadas comunicações comprovadas entre vivos e mortos. Nesse caso, médiuns como Chico Xavier, Luiz Antonio Gasparetto e Rosemary Brown seriam responsáveis pe­las manifestações artísticas e literárias que apresentem, pelo menos até que os faleci­dos confirmem, por meios legais, a autenti­cidade de tais manifestações.