Escola Ibero-americana de Parapsicologia

 

           Em reunião realizada em 19 de novembro de 2000, no Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, com a presença dos parapsicólogos Valter da Rosa Borges, Ronaldo Dantas Lins Filgueira, Guaracy Lyra da Fonseca, Jalmir Freire Brelaz, José Renato Barros, Isa Wanessa Rocha Lima e do argentino Naum Kraimer, foi fundada a Escola Ibero-americana de Parapsicologia, que se assentou sobre os seguintes fundamentos

            1 – Estabelecer que o objeto de estudo e pesquisa da Parapsicologia é o fenômeno parapsicológico não se devendo mais utilizar os termos fenômeno paranormal ou fenômeno incomum da mente humana. Também, por sua inutilidade, é excluído o vocábulo epicentro para designar o agente psi nas manifestações de “poltergeist”.

3 -  Manter a classificação oficial dos fenômenos parapsicológicos aprovada no I Colóquio Internacional de Parapsicologia, ocorrido em Utrecht, na Holanda, em 1953, e proposta por Thouless e Wiesner.

3 - Adotar a nova proposta epistemológica, apresentada pelo Prof. Valter da Rosa Borges, por ocasião do I Simpósio Pernambucano de Parapsicologia, em 1983, em que a precognição não é mais considerada fonte, mas sim, característica do conhecimento psi.

4 - Utilizar os métodos quantitativo e qualitativo para a realização das investigações  parapsicológicas, de conformidade com o tipo de pesquisa realizada.

5 – Valorizar os trabalhos teóricos, com elaboração de modelos e teorias que possam ser testadas experimentalmente.

6 - Reafirmar a autonomia da Parapsicologia, defendendo-a contra qualquer tentativa  de reducionismo a qualquer outra ciência e estimular a sua interdisciplinaridade com as diversa áreas do conhecimento.

7 - Definir que a área de atuação profissional do parapsicólogo deve ater-se a três campos bem definidos: a) magistério; b) pesquisa; c) aconselhamento.

8 - Adotar oficialmente o termo Agente Psi para indicar o se humano de produz ou vivencia um evento parapsicológico.

9 – Rever criticamente todo o processo histórico da investigação da fenomenologia parapsicológica.

10 - Adotar o Baralho Zener modificado, conforme proposta do Prof. Ronaldo Dantas Lins, no ano de 1989, no VII Simpósio Pernambucano de Parapsicologia.

11 – Criar um Periódico (Revista ou Jornal) de Parapsicologia para publicação dos  teóricos e práticos da Escola, bem como as suas realizações.   

Infelizmente, com a morte de Naun Kreiman, a implantação da Escola ficou praticamente inviável.